quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meu quarto maior ídolo no futebol

Como corintiano, nascido nos anos 80, meus ídolos no futebol são aqueles os quais tive o prazer de assistir ao vivo e não por VT.

Para iniciar, vou apenas listar os 3 primeiros:

1º: Neto (minha alcunha nesse blog não me deixa mentir)
2º: Marcelinho Carioca (não estou colocando em pauta seu caráter e sim o que ele fez/ganhou pelo Corinthians)
3º: Ronaldo Giovanelli (O goleiro do “Esssssssssssspalma Ronaaaldooo”)

Bom, agora vou deixar as próximas linhas dedicadas ao meu 4º maior ídolo no futebol e os porquês dessa figura ser tão importante para mim no que diz respeito ao esporte bretão.

Estou me referindo simplesmente a Marcos, o goleiro. Para muitos (quase a unanimidade) também conhecido como “São Marcos”.

Nesse momento imagino o leitor se perguntando: Por que um corintiano tem como ídolo um jogador que fez a carreira e se identifica totalmente com o arqui-rival Palmeiras e ainda, por duas vezes, acabou com o maior sonho da história do timão, quando em 98 e 99 ganhou os confrontos contra os corintianos na Libertadores recebendo com justiça a alcunha de São Marcos?

É uma pergunta bem longa e muito complexa. Aparentemente.

A resposta é bem simples e pode vir em tópicos:

- Foi o melhor goleiro que vi, sem ser por VT, debaixo das traves;
- Uma das melhores índoles como pessoa e jogador no meio futebolístico;
- No futebol de hoje, jogando num nível muito alto, se manteve a carreira inteira no mesmo clube. Situação muito rara pro atual mercado da Bola;
- Campeão do Mundo com a Seleção sendo um dos destaques do time;
- Um carisma simplesmente inigualável que faz com todos que o conhecem pessoalmente o admirem e o respeitem;
- É admirado e respeitado por torcedores dos outros clubes.

Acho que poderia enumerar outras virtudes que fazem de Marcos um atleta diferenciado, um grande ídolo de verdade.

Muitos poderiam dizer que Rogério Ceni se encaixa em muitos dos tópicos que elenquei. Mas a conclusão está na minha própria afirmação. Rogério se encaixa “em muitos” itens, porém não em todos, principalmente no quesito carisma. Fora que nunca o considerei como o melhor goleiro que já vi (não que ele também não seja excepcional debaixo das traves).

Apesar das nossas paixões incondicionais pelos nossos clubes do coração, escrevi esse texto porque às vezes o futebol, como esporte, encontra-se numa posição superior a tudo isso e acho que é assim que a maioria dos torcedores deveria encará-lo.

Pois quem sabe, se todos os amantes do futebol também pensassem dessa maneira, as rivalidades talvez se restringissem somente às 4 linhas...

PS: Sendo muito sincero: Ontem torci contra o Palmeiras, mas perto do final da partida torci pelo gol salvador de Marcos.

O Brasileiro tem a memória curta


Até quando os corneteiros de plantão (grupo o qual me insiro), torcedores, repórteres, jornalistas, comentaristas, entre outros formadores de opinião em geral vão continuar sem dar o braço a torcer?

Dunga nunca foi unanimidade, ainda mais quando foi anunciado como novo técnico da seleção canarinho onde se especulavam nomes de “Vanderleys”, “Muricis”, “Autuóris”, etc... O ex-capitão veio por fora e foi anunciado como novo comandante do esquadrão brasileiro.

E todo mundo ficou com aquela cara de “E agora José?”.

Eu me incluo nesse “mundo”.

Antes mesmo da primeira convocação Dunga já era contestado, afinal qual era sua experiência como treinador?

E ela veio.

Com ela, as primeiras, de infinitas criticas que se sucederam.

Surgiram as primeiras vitórias, mas que não convenceram. A primeira derrota, suficiente para criar um tsunami na imprensa em geral para cima da nova comissão técnica. Sucederam-se outras vitórias ou empates em partidas feias. Mais críticas e questionamentos...

Dunga é, como eu e como o leitor que está em frente ao monitor agora, de carne e osso. Não estou justificando suas atitudes mal-criadas em relação à imprensa, afinal, ele como pessoa pública e líder que vive num país democrático deve aceitar críticas, por mais pesadas e hostis que sejam. Mas às vezes o ser humano explode...

E seu grande erro foi em persistir com sua postura agressiva.

Mas o ponto é: Sim, a comissão técnica cometeu erros no meio desse caminho. Quem não lembra do Afonso? Ou mesmo da derrota histórica para a Venezuela?

Pois é, errou. Mas acertou muito mais vezes...

As atuais estatísticas não mentem. Como diria o ditado: “Contra fatos não há argumentos”, ou pelo menos nesse caso existem poucos argumentos.

Concordo que essa seleção por muitas vezes não apresentou o futebol plasticamente mais vistoso que já vi, mas no meio desse caminho, grandes atuações aconteceram:

Por duas vezes: Brasil x Argentina (3x0). Brasil x Portugal (6x0). Entre outros. Além do único título conquistado no único campeonato que a seleção disputou na era Dunga – A Copa América. Ah, apenas lembrando, o Brasil lidera isoladamente as eliminatórias com campanha muito melhor que as duas últimas.

Desde 1987 não houve uma seleção com aproveitamento melhor no “entre-copas” que a atual. Lembrando que a seleção de Parreira pré-94, perdeu pela primeira vez na história uma partida de eliminatórias. A seleção de Felipão se classificou no último jogo e a do mesmo Parreira, pré 2006, recheada de estrelas, com exceção da copa das confederações, não encheu os olhos de ninguém.

Parece que todos se esqueceram desses fatos acima. Pelo menos aqueles formadores de opinião que citei no início do texto parecem ter esquecido. A memória apagou de todos as críticas que Felipão recebeu antes da copa de 2002 onde em 1 mês, ele passou de gaúcho-retranqueiro a gênio da criação de grupo (e de fato, essa é sua maior virtude como técnico).

Realmente brasileiro tem memória curta.

E eu sou brasileiro. Felizmente.

Mas estou aqui pra me retratar e dizer que hoje existem mais motivos pra se elogiar o trabalho de Dunga do que contestá-lo, mesmo em caso de fracasso na Copa das Confederações.